[MESTRADO] A new era has arrived

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Mensagem por Berthrand Alvarus Kzhar em Seg 17 Set - 14:12:49
Relembrando a primeira mensagem :


Changes are necessary

— Onde: Átrio.
— Com: Todos os ministeriais presentes.
— Quando: Dois dias após a exoneração de Andrômeda.
— Ás: 10h.
— Objetivo: Uma reunião envolvendo todos os ministeriais para o encontro com o novo ministro da magia britância e a explicação da exoneração da antiga ministra.

━ ℵ
Berthrand Alvarus KzharMinistro da Magia Britânico
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Mensagem por Livius Oxlade-Chamberlain em Ter 25 Set - 15:14:07

 

O Oxlade-Chamberlain se encontrava pensativo acerca do que estava por vir, com a posse do Kzhar como Ministro. Refletindo se aquele homem seria capaz de aplacar a crise política que tinha se abatido sobre aquela instituição, todavia, Livius não tinha direito de questionar nada a respeito do Kzhar, uma vez que mal o conhecia, sem contar que era um funcionário recém-contratado no local. Não cabia a ele se meter em situações quais não tinha presenciado, um suspiro fora esboçado por ele, assim como um leve meneio de cabeça que espantou os seus pensamentos conflitantes. Contudo, a sua atenção foi rapidamente atraída para a chegada de seu irmão caçula no local, Livius então, encarou o mais novo com uma sobrancelha arqueada. — Sim, e com você? — Respondeu a sua pergunta, voltando a observar o novo ministro com atenção, tentando imaginar que tipo de governante iria ser Berthrand Alvarus Kzhar, afinal, por mais humilde que ele pudesse ser, poder sempre mudava as pessoas. — De fato, soa bastante pretensioso, mas se pararmos para pensar… Uma nova era realmente está se iniciando nessa instituição, resta saber se era para melhor ou para pior. — Voltou a encarar o irmão, deixando a sombra de um pequeno sorriso surgir sob os seus lábios. Escutando o novo ministro e suas novas propostas, chegando a conclusão que uma limpa de cargos não seria tão estranha para o início de uma nova administração por parte do mesmo. Notando que Klaus tinha assumido as palavras do Kzhar como uma espécie de ameaça, porém, Livius não via dessa forma, demissões eram necessárias sempre, especialmente quando era para se livrar do peso morto no local. — Não penso que seja uma ameaça, mas ele está certo se for fazer algumas demissões. Isso e necessário para o início de um novo governo, se livrando do peso morto e também dos funcionários ineficientes da gestão passada. — Comentou, novamente respondendo o seu irmão caçula.

— Não precisa se preocupar, Klaus. Tenho certeza que não perderá o seu cargo. — Acrescentou em seguida, ironizando as palavras do jovem Oxlade-Chamberlain, quando a sua atenção fora roubada para a chegada inesperada de um rapaz que parecia conhecer Klaus. Um jovem de ascendência asiática com um comportamento bastante estranho. — Quem e esse? — Questionou, franzindo o cenho para o bloco de notas que o jovem asiático trazia em suas mãos. Ele parecia desenhar algo sob o mesmo, fazendo Livius achar ele ainda mais estranho. — Porque os seus amigos são sempre estranhos? — Indagou, voltando a encarar Klaus. Observando pouco tempo depois, o burburinho causado entre alguns ministeriais. Contendo-se para não se envolver na situação.
Livius Oxlade-ChamberlainChefe do Dep. de Mistérios
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Mensagem por Berthrand Alvarus Kzhar em Ter 25 Set - 23:30:11


The truth

Before midnight the knights of the shadows wander in search of the victims of their past lives.
Do not scream! He said, then everything darkened and my eyes never opened again.

A new day, a new story


Berthrand havia feito aquela pergunta ao final de seu discurso para que justamente alguém tivesse a posição de questionamento sobre seu ressurgimento ao ministério e pode apenas notar que os demais apenas pareciam estar ainda digerindo aquela surpresa que era ter o líder da aliança como o regente de todo o núcleo ministerial. Seus olhos castanhos ainda passavam por todo o espaço preenchido por repórteres e ministeriais percebendo que o silêncio ainda parecia pairar em meio aos sons dos flashes das câmeras quando por fim uma voz se fez presente pegando toda a atenção para a ela que era de seu subsecretário que então fazia um breve discurso.

As palavras de von Schweetz eram transbordadas de seus lábios como ácido para os demais ali presentes apontando uma crítica um tanto pesada diante dos mesmos. Arqueou a sobrancelha repreendendo-o mentalmente sabendo que aquilo por mais que agora viria a ser corrigido estava parecendo de certa forma extremista demais colocando membros da gestão anterior com uma corda ao pescoço aparentemente na frente dos que recentemente haviam chego. A cada minuto que passava ele enfeitava cada vez mais seu discurso o unindo a uma espécie de brinde com uma garrafa de champanhe que era dividida entre taças e sendo oferecida apenas para os chefes de departamentos, os olhos do ministro agora estudava-o e ao ouvir o apoio vindo dele apenas assentiu com a cabeça finalizando logo com uma resposta concreta.
- Com toda certeza irá fluir, Schweetz. - disse em timbre forte.

A reverência finalizava o discurso do outro quando uma segunda voz se ergueu em meio aos outros, o movimento com a cabeça para observar quem discursava agora mirava então no auror-chefe. Baltazar Frederick Bruce. O ato das palmas já alertava ao moreno que o deboche em suas palavras poderiam lhe trazer algo além de uma boas vindas, estava pronto para o que fosse ouvir, mas não se permitiria deixar que agora fosse colocado como um suposto líder de uma ordem e sim agora da lei mágica. Vindo então como um exemplo de pura ignorância ambulante e armado com argumentos mais brutos do que de seu subsecretário que era apontado como uma criança desprovida de sabedoria pelo próximo deixou então a todos com olhares perplexos por tamanha ousadia ao surgir de tal maneira.

A deixa fora dada e os burburinhos surgiram novamente fazendo com que Berthrand apenas erguesse a mão fazendo com que todos se acalmassem enquanto notou a pena mágica trabalhando frenéticamente em um bloco a frente de uma repórter que o encarava curiosamente esperando que ele deslizasse em algum momento.
- Como dito por mim alguns minutos atrás eu quero mudanças e sei que vocês também esperam por isso... - olhou diretamente para Baltazar esboçando um sorriso brando.
- Fico feliz que tenha perguntado, esperasse que viesse realmente de alguém descrente da minha capacidade.
Respirou calmamente se voltando a olhar para todos os que estavam também atentos para a explicação quando outro se manifestou, este era Matthew Reinhardt, chefe do departamento de execução de leis da magia.

Sua interrupção fora de um tanto incômoda já que estava pronto para responder o outro de forma prazerosa, as palavras estavam pinicando sua língua para sair. Deixou que Reinhardt argumentasse e olhou agora para Alexander que antes de se retirar fora novamente alvo de uma forma diferente o fazendo a se colocar em meio aos que ele buscou atingir com suas palavras vendo que as coisas estavam então se tornando maiores que pensou que aconteceria.
- Senhor Reinhardt se me permite então assim lhe responder como farei para o senhor Bruce e todos demais.  - interrompeu o outro.
- O que eu fiz foi apenas um plano no qual resolvi não envolver ninguém mais além de duas pessoas aqui dentro desse ministério. - começou.

- Havia comentado muito antes de tudo acontecer, quando estive no cargo de subsecretário recebi uma visita que me fez um grande favor e se mostrou bastante confiante para minha pessoa. - buscou olhar para os mais próximos então a encontrando e lhe fazendo um gesto com a cabeça de forma agradecido.
- A senhorita Diana se mostrou preocupada querendo saber assuntos sobre a nova ameaça e com isso eu lhe contei o que tinha planejado. - voltou a olhar para o auror-chefe. - Eu me afastei do ministério para saber quem aqui dentro se comportaria de forma diferente tendo a confirmação de que agora não teria o líder da aliança por perto para achar evidências sobre os traidores que andavam entre nós. - se voltou então para Matthew.
- Diana e Alexander, o auror, sabiam como tudo funcionaria e eles seriam meus olhos aqui dentro me informando quem poderiam estar de certa forma... Aliviados e com movimentos suspeitos já que agora o Império havia caído. Os ratos fogem do esgoto quando ele começa a alagar e soube que alguns acabaram fazendo isso e outros ainda estão entre nós. Aqui, neste exato momento.

Caminhou para perto de Baltazar colocando suas mãos por de trás do corpo encurtando os olhos demonstrando o estudar mentalmente como se tivesse tentando lê-la, mas como não tinha essa habilidade levantou uma questão.
- Será que você não seria um? - o questionou.
- Pelo que me lembre foi um Bruce que viralizou no mundo se mostrando estar ao lado da trevas ao ataque em Londres, não foi? - o rondou e se afastou voltando a seguir para perto do púlpito.
- Não estou o acusando, mas muito suspeito quando alguém carrega o mesmo sobrenome de um inimigo de ministério.
Nesse instante chegava um ministerial com um pergaminho pequeno lhe entregando.
- Voltaremos ao nosso assunto, mas primeiro quero mostrar que não estou brincando em serviço. Eis aqui os primeiros nomes que estão devidamente afastados de seus cargos... - pigarreou anunciando os exonerados.
- Sigdis Gödr d'Estaing, Harvey Elric Lowell, David Eisenfeuer, Weydan von Schweetz, Camden A. Hammersley, Tyson Siegfried Salvatore, Kara M. Hill's, Mikrul Sahlök Lehan, Viola Eisenfeuer,Theodore Chev. Hernández, Howard Oxlade-Chamberlain, Arthur Kilian Vougan, Benedict Atherton Kleiner, Skyler Eisenfeuer, Ebony L. Cooper, Petrus Faulkner, Jayden Yaxley,
Matteo Vincenzo D'angelo, Connor H. Anderson e Nina S. Addams.


Fechava o pergaminho e entregava para o secretário o vendo se afastar. Novamente começavam os comentários e em meio disso encarava o homem que ainda se mostrava parecendo querer se impor para com o ministro, não tinha nada a esconder e muito menos a temer sobre qualquer acusação que pudesse vir de sua pessoa. Esperou o silêncio que logo veio a seguir e com isso a palavra de Rees, o chefe da suprema corte se fez presente e todos se colocaram a ouvir atentamente. A aliança realmente tinha feito um trabalho árduo combatendo o Império sem a ajuda dos aurores, alguns se manteram presentes por justamente estarem ao lado da ordem.
- Isso só mostra que a minha pessoa nunca buscou retardar o trabalho do ministério e sim ajudar, agradeço pelo reforço dado meu amigo. - disse o olhando.
- Para finalizar o fato de como surgir aqui, Andrômeda havia se encontrado em minha residência noites antes de seu afastamento tentando me convencer que aqui era meu lugar e sabendo o quanto estava sendo vista de forma falha para o ministério e falei que só retornaria se caso eu pudesse ter a certeza de que não estaria me unindo a pessoas que fizessem por onde o mal prevalecer e sua ideia fora unir forças com alguns dos membros de maior força e aceitar que seu cargo fosse oferecido a mim. Trabalhei aqui começando como um simples membro da central de obliviação, cresci aqui dentro conhecendo aqueles que demonstravam querer fazer um algo pelos bruxos e bruxas e ousei me arriscar a sumir para descobrir os que estavam sendo falhos com os inocentes. - parou e olhou para todos. - Não estou neste cargo para fazer por mim e sim por todos os que morreram de forma brutal em Hogwarts, para os que morreram lutando contra o Império em Londres... E neste momento estou abrindo um inquérito de investigação contra a sua pessoa Baltazar deixando-o então afastado de seu cargo por tempo indeterminado até que se prove ao contrário que não esteja colaborando com qualquer tipo de ordem opositora que não seja a da nossa lei mágica. - disse impondo a voz poderosa suspeitando do outro por sua atitude ousada contra si e seu subsecretário. No mesmo instante os aurores entravam no recinto ao comando do ministro tomando a varinha do outro e o carregando para fora do local.



002▪️ Ministery Britanic ▪️ Meeting ▪️ Todos ministeriais



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Mensagem por Death em Qua 26 Set - 0:17:12
De repente, todos no átrio sentiriam frio, pois a temperatura baixou violentamente até que cada vidraça embaçasse. Todas as lareiras foram, ao mesmo tempo, trancadas. Por mais que tentasse, ninguém poderia entrar ou sair do Ministério.

Palmas de um único indivíduo ecoaram, porém ainda mais alto ecoou sua perturbadora voz — pareciam três vozes em uníssono; uma infantil, outra adulta e a última que lembrava um sussurro.

— Bravo!

O enorme outdoor mágico que exibia o rosto de Berthrand foi destruído no instante em que foi atravessado pelo ser inconfundível. Com a aparência similar, mas não igual a de um dementador, Death pairava a dez metros do chão, podendo ser visto por qualquer um ali presente. As mãos cadavéricas deixaram de bater palmas.  

— Um belo discurso, ministro Kzhar. Mas não é perfeito, só que eu compreendo, fez seu melhor. É importante dizer de antemão que para cada ataque contra mim, aqui e agora, será equivalente a uma morte.  — Explicou serenamente.

A felicidade simplesmente deixou o átrio e todo o Ministério da Magia.

— Tentar prever meus movimentos não é uma tarefa árdua, ministro. É uma tarefa impossível. — O que quer que fosse aquela luz no lugar do rosto, estava voltada para Berthrand; Death o observava — Eu posso facilmente invadir as mentes de todos vocês e nem o melhor oclumente seria um obstáculo. Posso viajar até o passado de cada um e matá-los antes que saiam das barrigas de suas mães. Posso elaborar profecias sobre você, Annabeth Cumberbatch, chefe do departamento de acidentes e catástrofes mágicas. "Devo ouvir nos corredores?". E quanto a você, Diana Cordelia Lavrov Romanoff Bruce? A morte de seu pai te assusta tanto assim? ''Espero que ele faça seu melhor" e sim, ele está fazendo o melhor que pode, Mattew.

Cada pessoa com quem ele interagia teria a sensação de ser observada.

— Vocês... Todos vocês, seres de pouca fé... Ajoelhem-se. Eu poderia obrigá-los, mas lhes darei o livre arbítrio. O que farão? Se ajoelharão perante mim ou deixarão que vosso orgulho fale mais alto do que a razão?

Cada um ouviria a voz da pessoa que mais ama ou amou sussurrando em seu ouvido para se ajoelhar, repetidas vezes, ora mais alto, ora mais baixo e esse tormento só cessaria quando tomasse uma decisão; ficar ou não de joelhos?

— Mestrado em andamento —


  • Nível de perigo: Mortal.
  • Impossível deixar o local nessa rodada.
  • Não é preciso lançar dados nessa rodada.
  • Em seu post, é obrigatório narrar se seu personagem ficou ou não de joelhos.
  • Não está na RP? Entre, mas só nessa rodada.
  • Postagens até: 06/10 às 22 horas.

Death
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Mensagem por Baltazar Frederick Bruce em Qua 26 Set - 3:54:33


As mentiras de Bertrand cortavam o Salão. Era óbvio o quanto aquele porco manipulava os fatos para adentrarem a sua história. Pierre havia jurado sob a Veritaserum a respeito de uma reunião com Berthrand, Owen e Cassandra, onde tudo havia sido revelado. Onde os fatos, sobre Drake estar como espião, sobre uma memoria revelando as faces de todos os membros do Império e mesmo sabendo disso tudo essa vadia musculosa havia se afastado. Owen e Bertrand eram responsáveis por esse ano em que o Império reinou. E usar o Drake, uma criança.... Criança que havia se arriscado e desaparecido. Que teve o destino traçado quando Pierre decidiu confiar nas pessoas erradas. Meus antecessores como Aurores Chefes e Bertrand. Deveriam pagar por toda negligência que cometeram. E ainda mais por suas mentiras.

Dei um trago no cigarro, enchendo o pulmão de fumaça enquanto sorria. Não fazia diferença, sabia que meu nome não estava no pergaminho. Afinal de contas, apesar da concorrência não ter sido alta. Tinha certeza que estava sendo o melhor Auror-Chefe dos últimos tempos. Enfiei a mão no bolso do casaco, buscando documentos oficiais, o relatório da batalha que ficou conhecida como o Terror em Londres. Ali havia o nome dos mortos, dos participantes de batalha, o que não incluía Berthrand. E um detalhe que o mesmo esqueceu de comentar, ou melhor, um detalhe que o inútil não havia comentado para que a imagem dos Bruces fossem manchadas. Ravus e Pierre haviam sido heróis, e a verdade é que os Aurores tinham sim participado. Eliminando os Inferis. 

Mantive-me em silêncio, deixando-o que o mesmo se esforçasse em suas próprias mentiras. Sentindo cada ofensa, mentira e ironia como fumaça soprada, numa falsa lacração. Palavras que desviavam em mim. Não importava o quanto o homem tentasse. Minha integridade e a certeza de que minha consciência estava limpa impedia que o estresse subisse a cabeça. E somente por isso uma maldição não havia sido lançada contra a face do novo Ministro. - E Diana? Não é uma Bruce? Ou os Bruces só são ruim quando o contrariam? Essa é a nova era? A era que repete os erros da anterior. Você é mesmo uma piada, uma piada incoerente. Por que não diz a todos? Por que não diz a eles o que houve na Reunião após a Batalha em Londres? Por que não diz a eles que tinha todos os rostos e todos os nomes e mesmo assim deixou que o Império reinasse? Por que não diz a eles que Drake era um espião e não um Bruxo das Trevas? E que perdemos ele por negligência sua e do Chefe dos Aurores atuantes da época? Você espera subir em um pedestal e que todos te aplaudam? Você é um bosta. Citou Drake como um inimigo e esqueceu de dizer que Pierre e Ravus foram os responsáveis por Matar os Duques e uma terceira imperial Nadine. Você sempre soube bem quem era os traidores e quem não era. Você só se acovardou. E tremeu diante ao Imperio enquanto minha família dava o sangue para detê-los. E agora nos acusa? Você quer me afastar até que seja provada minha inocência, provaremos agora. Eu e você. Tomaremos a Veritaserum e faremos o voto Perpétuo.Diga que eu estou mentindo sob essas condições e não precisa me afastar. Leve-me Direto a Azkaban se for o caso.  - Levei a mão a varinha, esperando que o traidor reagisse com brutalidade. Não havia nenhuma mentira em minhas palavras. E não havia nenhuma verdade nas acusações do atual Ministro - -Aproveitamos a presença de todos e ditaremos agora. Quem é o verdadeiro traidor -

Senti o frio, e pior que isso. Senti-me como uma presa. Virei-me e por um segundo a finalmente temi a morte. E toda aquela bobeira ministerial parecia brincadeira de criança. Não importava se estava afastado ou não.  O dever do Auror Chefe é proteger a comunidade Bruxa, da forma que conseguir. Olhei ao redor, e pude ver rostos com tanto medo quanto o meu. E todos aqueles rostos dependiam de mim. Senti o suor escorrendo por minha testa enquanto a criatura falava. Cada ataque significava uma morte? E quantos de nos atacariam por medo ou desespero? Precisava me manter calmo. Por todos e foi quando ouvi a voz em minha cabeça, dolorosamente. Por algum motivo, o conto dos três irmãos passava pela minha cabeça em quanto a dor vacilante dominava-a. Elevei o tom de voz o máximo que puder: Por favor, ajoelhem-se. Por favor, não morram... - Meus joelhos se dobravam enquanto me preocupava com todas as vidas que poderiam ser perdidas naquele instante. E quando meu joelho finalmente tocou ao chão. Repeti - Por favor, ajoelhem... - O sentimento de impotência invadiu meu peito. Enquanto todas aquelas pessoas estavam em perigo, aquele não seria um conflito que se resolveria com força. Pois éramos fracos demais para isso.


Baltazar Frederick BruceAuror-Chefe
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Mensagem por Noctis L. Caelum em Qua 26 Set - 4:59:10
A new era


frio que subiu pelos corredores do ministério, congelando a porta de correr de um dos elevadores que levavam até o átrio, justamente quando o equipamento tinha estacionado. Ao meu lado, todos com os mesmos olhares de surpresa e medo. Minha mão correu pelas grades, puxando e empurrando a parte que faltava para que pudéssemos sair. A sensação era semelhante a um emaranhado de Dementadores, com o frio tomando conta de todos os lugares, o gelo parecendo congelar todas as partes sendo um máster que nenhum calor de atrito poderia desfazer. A fumaça que subia aos poucos durante a respiração e alguns resmungos. Meus passos me levaram devagar, com o corpo inclinado a frente procurando o motivo do provável fato que o Ministério jamais tinha visto, era como se a presença colocasse um medo em todas as mentes que estavam ao seu redor, mesmo sem ter o olhar direcionado a ele. 

 - Finalmente... – Sussurrei, levando-me devagar até próximo ao grupo que estava reunido para a mais nova ladainha de um possível ministro que chegou ao cargo sem méritos algum. Mas todos pareciam não ter mais por que seguirem o papo, todos estavam boquiabertos, suando na menor temperatura do ambiente. Meus passos eram lentos, precisos, seguindo em direção a entidade a nossa frente a cada palavra que aquelas junções de vozes ecoavam pelo salão. Olhei de soslaio para a fonte, completamente congelada. As lareiras da rede de pó de flu que eram cobertas com uma rápida camada de gelo. Baltazar estava a frente, devidamente nervoso com a situação. Eu, jamais imaginaria que num mundo como aquele, uma junção de tantos poderes, tanto overpower fosse surgir de um emaranhado de nada, aproveitando um clima de ruínas que tinha chegado com os ataques recentes ao ambiente londrino. 

Eu já estava ao lado de Baltazar quando percebi que parecia me aproximar demais. Meus joelhos se dobraram rapidamente, logo depois de uma reverencia inclinando o corpo com o braço direito sobre a cintura. O que fez com que algumas vozes que pouco insistiram em seu ouvido para que ele obedecesse a coisa a sua frente. Sua cabeça pendeu ao chão, cravando os olhos no azulejo úmido e com uma leve geada. – Aguardei ansiosamente pela sua chegada, senhor. Acredito que apresentações sejam desnecessárias com sua onisciência... Gostaria de deixar um ato de lealdade a ti, alguma sugestão?



'Cause this is a wasteland, my only retreat. With heaven above you, there's hell over me...

Noctis L. CaelumWizengamot
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Mensagem por Haydée Monserrat Kzhar em Qua 26 Set - 15:17:42
watch yourself beg, hanging on to earth
Desde o momento em que o memorando fora entregue, Haydée não havia demonstrado qualquer pretensão em apresentar-se naquela posse transfigurada em reunião ministerial. O chefe de departamento estaria lá, assim como a maioria dos colegas. Mas ela, em particular, não fazia questão alguma de marcar presença para escutar mais algum discurso cheio de falácias de um alguém que provavelmente não perduraria no cargo, assim como os antecessores a este. Nem mesmo que se tratasse de Berthrand.

Entretanto, havia traído seu próprio querer, e agora caminhava em direção ao aglomerado de pessoas que se reuniam no átrio ministerial. Não houve surpresa alguma em sua expressão ao notar que chegara no exato momento de presenciar a pronúncia de um dos principais líderes ministeriais, o auror-chefe. Se o próprio Bruce estava presente para replicar seus argumentos diante de algum pronunciamento do ministro, então os demais aurores provavelmente deveriam estar alocados entre os expectadores. Um em especial era o detentor de sua atenção e o motivo dela ali estar.

As íris castanhas varreram a pequena aglomeração de funcionários do ministério e logo que o encontrou, Haydée permitiu um pequeno sorriso brotar nos lábios avermelhados. Com inigualável destreza, locomovia-se entre aqueles ali reunidos e mantinha os passos calmos em direção ao auror. As vozes que ecoavam pelo salão eram altivas, carregadas de desespero em tornarem-se verdades. E a cada passo de Haydée, mesmo que fossem lentos em direção à Alexander, teve a sensação do ar ficar mais gélido a cada movimento de seu corpo e, quando por fim, estava a poucos centímetros de distância, ousou desacreditar que nada daquilo poderia ser real. O frio se intensificou de tal maneira, como se mil dementadores deslizassem entre cada um dos que ali estavam, escolhendo suas próximas vítimas... mas era algo pior.

Death.

A morte vinha a brindar o encontro, com o eco de seu aplauso a retomar a atenção de cada um para o possível desfecho daquele momento. Ou a reunião havia sido somente um pretexto para uma emboscada? Era a primeira vez que Haydée presenciava a natureza avassaladora de tal ser.  E as palavras proferidas eram embebidas na frieza que este representava. O beijo de um dementador seria semelhante a um carinho dócil em comparação à qualquer ato vindo de vil criatura. A ministerial se indagou se haveria compaixão por parte deste, já que havia oferecido uma escolha a ser feita.

Era mais do que certo que não haveria clemência para aqueles que escolhessem declinar da escolha mais óbvia. Entrelaçou os dedos aos de Alex, na promessa silenciosa de que estariam juntos até o fim, prostrando-se diante do ser. Mas aquele estava longe de ser um gesto de adoração. Aproximava-se de uma súplica por sua vida, a de Alexander e os demais presentes. Entrar em um combate direto com a poderosa entidade não era a alternativa mais apropriada, nem a mais sábia. Tolo seria aquele que resolvesse bancar o herói em tal momento, ainda que a vastidão da força e poder de tal criatura fosse desconhecida.





Haydée Monserrat KzharInominável
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Mensagem por Diana C. Gorbachev Lavrov em Qua 26 Set - 23:07:13

I'll open the door to

heaven or hell



Não diria ameaçadoras... Ou seriam apenas para quem não confia no próprio trabalho.”, ditou Diana olhando de soslaio para o melhor amigo, voltando então sua atenção para a profusa teatralidade da entrada de Alexander Von Schweetz. Abundante no tom dramático e nos trejeitos aparentemente ensaiados, o rapaz falava acerca de hipocrisia e covardias. Embora tivesse trabalhado com o Von Schweetz, também estivera ao lado da Aliança e de sua família durante o Terror em Londres, e nem sombra do mesmo naquela batalha ou em qualquer outra havia visto. Era muito fácil fazer acusações quando não era o seu traseiro que estava na linha de frente, pensava a um só tempo em que cerrava os dentes e os punhos. Tinha respeito pelo colega, mas não poderia admitir que falasse daquilo que não sabia e não era de sua alçada.

Tinha malfadado em seus planos de ascender ao cargo de ministro e agora se dependurava à sombra de Berthrand... Era incapaz de conter os pensamentos que hora rondavam sua mente, hora vinham à sua língua, apenas dominados pelo bom senso que lhe mantinha na linha. Quando finalmente finalizou seu discurso, o rapaz estourou uma garrafa de champanhe, arrancando dos que estavam presentes caretas de incredulidade e menosprezo. “Nosso prezado colega fala demais, acho...”, murmurou para Mattew com um sorriso ladino, antes que seu tio tomasse a palavra. Baltazar não era dado a rodeios e delicadezas, independentemente do cargo que o outro ocupasse, não era exatamente um diplomata, mas era um bom homem, honrado e digno como todos os outros Bruces que conhecera desde sempre. Naturalmente que seus questionamentos foram feitos dando voz a todos os presentes, que desejavam saber como fora angariado o cargo de ministro por parte do Kzhar, sem nenhuma explicação ou luta. Andrômeda deixara o cargo com estranha resignação e mesmo para a jovem que se aproximara de Berthrand havia algum tempo, a questão era um mistério.

Não demorou muito para que aquele ato político se tornasse – literalmente – em uma caça às bruxas. Não havia razão para manter a neutralidade agora, certo? Aparentemente era o momento da lavação de roupa suja e de colocar todos os pontos desagradáveis na mesa, uma sabatina que poderia tanto ser frutífera e sanar dúvidas e receios dos presentes, quanto poderia levar a lugar algum. Diana fora criada no mundo dos homens, e os homens geralmente se sentem mais confortáveis em mostrarem seu poder publicamente; “veneno é uma arma para mulheres e eunucos”, alguém dissera certa vez, só provava que os homens não tinham tempo para a sutileza e a estratégia silenciosa.

A discussão acerca de jovens que lutaram e ministeriais que não lutaram não os levaria a lugar algum, nesse caso. O que aconteceu não podia ser mudado, ademais disso, ambos os lados tinham sua parcela de razão e de culpa nisto. Berthrand não pudera lutar, e os aurores pouco fizeram; a verdade era essa, no final das contas, eles haviam perdido aquela batalha da forma mais ignóbil possível, como cães bobos que correm atrás do próprio rabo.
Embora claramente em posição de presa, Kzhar não agia dessa forma, respondendo, para além de sua aparência bruta, de forma calma. Seu aceno foi respondido pela moça com uma breve mesura, a medida que algumas cabeças viravam-se para fitarem-na curiosamente. Não era de se esperar que a bruxa jovem demais para o ministério ou calada demais para ser atuante como uma influenciadora, tivesse algum papel importante nisto; ela mesma não imaginara que ao adentrar a sala de Kzhar naquela tarde, as coisas tomariam tais proporções, mas cá estava e faria o que precisava ser feito. Não fora um trabalho exatamente fácil, mas sabia que precisava fazer mais do que revisar processos e atuar em seu papel de juíza de coisa alguma.

Contudo, quando a distância entre seu tio e o novo ministro foi encurtada pelo segundo, Diana sentiu a confiança que possuía em Kzhar esmorecer um pouco. Clara e absurdamente o homem acusara sua família de traição. Sem rodeios ou meias palavras, apenas o fizera, jogando isto na cara de Baltazar. “Você não estava lá”, pensou uma segunda vez naquele dia, lançando um olhar magoado em direção ao ministro e outro ao amigo (seu irmão), afastando-se em seguida, em direção a Baltazar, e postando-se ao lado do tio em silêncio, não possuía palavras que exprimissem seus sentimentos conturbados naquele momento. “Achei que estava fazendo o certo, tio.”, disse em voz baixa, sem olhar o mais velho, sentindo o gosto da bílis subir por sua garganta como uma ilustração do nojo que sentia de si mesma por atuar por e com quem não depositava em si sua confiança.

Pierre, Ravus, Meliodas e ela mesma estiveram nos frontes, Drake fora exposto como um bruxo das trevas e agora estava perdido para eles. Como Berthrand ousava levantar-se contra os Bruce quando era também seu sangue que cobria as ruas de Londres? “Acaso não sabe que também sou uma Bruce, Vossa Excelência?”, indagou em voz alta e ácida o suficiente para o ministro ouvi-la. “Ou esqueceu-se apenas convenientemente pois achava que assim teria o controle sobre algum de nós?”, continuou, sentindo pela primeira vez em muito tempo, a canícula específica de seu sangue veela a queimar em suas veias. As palavras de Baltazar acerca do conhecimento de Kzhar e como nada foi feito sobre isso, chegavam a seus ouvidos trazendo surpresa e descrença no homem em quem confiara. E a menos que ele tivesse provas contra seu tio ou contra qualquer Bruce que acusasse, Diana não daria um passo atrás, preferia antes, afastar-se do ministério da magia.

But what is this I can't see
Which ice cold hands taking hold of me?


Tão rápido quanto seu sangue se aquecera, um frio que lhe doía os ossos tomou conta do átrio. Não havia mais o sentimento de proteção para com os outros, tinha de admitir, um instinto de auto-preservação que desconhecia aflorou em seu peito e de fato a morte lhe perpassou a mente, nublando seus sentidos por alguns segundos. A voz rascante do vulto encapuzado tomou conta do local, em um discurso que chegava aos ouvidos de Diana como unhas sobre o vidro. Sentia-se invadida a um nível ininteligível, sentia-se nua diante da luz azulada sobre o rosto da criatura, que de alguma forma, sabia sobre a morte de seu pai, sobre o segredo de sua verdadeira mãe. Os olhos profundamente verdes cresceram no rosto da ruiva, ao passo que lenta e automaticamente sua destra cobria os lábios cheios em espanto perante a presença do que parecia ser a própria morte.

Não poderia colocar sua vida e a de seus companheiros em perigo ao fazer o que os instintos lhe gritavam, tornando-a perfeitamente consciente de sua varinha sob as vestes; mas era a filha de uma imperatriz, era uma Bruce. Ajoelhar-se diante de Death seria abrir mão de sua ideologia, de suas crenças e de todo o seu objetivo de vida traçado desde tenra idade. “Ajoelhe-se, Dia... Por favor.”, dizia Astrid ao seu ouvido, para então ter sua voz substituída pela voz de Sebastian, e então de seu pai, “Dianita, ajoelhe-se.”, dizia em timbre forte porém melodioso. Não podia responder pelos presentes no átrio, tampouco podia colocar a vida de qualquer um ali por seu orgulho.

Sentia-se frágil e desarmada como nunca antes, dessa vez não buscou os olhos de ninguém, apenas respondeu ao seu bom senso e sentiu seus joelhos fraquejarem enquanto genuflectia conforme a vontade da poderosa criatura.

Diana C. Gorbachev LavrovWizengamot
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Mensagem por Klaus Oxlade-Chamberlain em Qui 27 Set - 9:24:13


a new era

Minha cabeça concordava cordialmente com Livius enquanto ele comentava as mesmas coisas que eu. – Então, esperemos para que sejam boas mudanças, não é mesmo? – Deixei o sorriso se formar enquanto suspirava calmamente. Realmente, as coisas tinham que mudar, e esperava que fosse para o melhor, já que tantas coisas ruins haviam acontecido. Minha cabeça continuava a balançar para cima e para baixo enquanto Livius falando, entendendo perfeitamente o ponto dele. – Sim, sim. Existe muitos funcionários fantasmas por aqui, será bom dar um motivo para eles pararem de se acharem os donos da verdade. Mas... – Ergui meus ombros em forma de dúvida, pensando sobre como poderia ser a gestão do homem. – Não sei se ele vai ser um bom ministro. Só isso. – Completei, passando a mão direita sobre meu cabelo desgrenhado para tentar ajeitar o mesmo um pouco. Talvez ninguém fosse competente para se tornar ministro, mas Berthrand estava desligado daquele meio há bastante tempo. Afastei o pensamento da mente assim que ouvi o som de alguém se aproximando, assim como a sua voz conhecida.

– Eu sei que não perderei meu cargo. – Dei uma pequena risada ao meu irmão mais velho, deixando uma piscadela antes de me virar para ver um velho conhecido. – Espero que tenha preparado as suas malas. – Falei em um tom de brincadeira, tocando com o indicador em minha têmpora. – Eu tenho minha consciência limpíssima, sei que não tenho motivos para ser demitido. – Expliquei, voltando para Livius mais uma vez, deixando outra risada escapar pelas cordas vocais. – Livius. Você é estranho. – Resmunguei, tornando a cabeça outra vez para a frente, ouvindo a lista de demissões. Cruzei os braços e observa toda a cena que se decorria, o que claramente se mostrava demasiado inapropriado para aquele momento. O que estava acontecendo, exatamente? Não havia prestado atenção o suficiente para tirar uma conclusão com o que eu havia observado, mas já me soava como se aquilo fosse só uma expressão de quem mandava e quem obedecia. Não sabia exatamente como aquilo poderia estar acontecendo, mas aurores entravam e removiam quem, um dia, lhes foi o chefe.

Ou talvez, aquela fosse a intenção, antes de algo mais obscuro acontecer. Três vozes ecoavam em uníssono, um “bravo” como navalha, cruzando a carne que apodrecia ao mesmo tempo que era violada. A Morte se estendia sobre os ministeriais. Literalmente. Era a morte. O mais incrível, era que como se ela tivesse sussurrado ao meu ouvido antes, eu concordava com a mesma: aquilo não era perfeito. Era estranho, porque de fato, minha primeira reação quando algo estranho acontece era levar a ponta dos dedos à varinha, o que não havia acontecido, e eu agradecia, afinal um ataque ali seria mortal. Será que a morte, ali intervia, por saber que algo não se encaixava? Ou tinha algo muito errado a ponto de a entidade sobrenatural TER que aparecer?  De uma forma ou outra, não sabia e realmente não esperava uma resposta. Talvez ela tivesse algum motivo que não precisava ser explicado, mas se estava ali, tinha que estar.

A sensação que se espalhava pelo meu corpo era, o que posso descrever, bizarra. Sentia uma impotência estranha, assim como o medo de desrespeitar a criatura. As vozes de meus familiares ecoavam e brigavam em minha mente, como uma súplica para agradecer. As pontas dos meus dedos gelados encontraram mão de Livius e apertei ela, talvez com um pouco mais de força. Meus olhos não soltaram da criatura em nenhum momento, e minha boca se abriu em um feixe mínimo. – Liv? – O sussurro era alto o suficiente para que o outro ouvisse, somente antes de que meu corpo se abaixasse, ajoelhando como pedido pelo outro. Eu sentia meus órgãos girando e revirando dentro de mim enquanto eu mantinha meu olhar fixo na criatura, algumas poucas vozes reverberando pelo ambiente até chegar em mim. Meu corpo, completamente abaixado em um ajoelhar, estava mole. Era uma das poucas vezes que eu me sentia fraco, e queria entender aquilo, tanto quanto eu queria entender o que se dava a presença daquele ser.

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Mensagem por Annabeth Cumberbatch em Qui 27 Set - 17:29:57


New Minister
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New Ministery


Durante o discurso, comecei a prestar atenção no que as pessoas conversavam entre si e percebi que o homem que assumiu o ministério, apareceu do nada. Eu jurava que ele era ministerial e estava em algum tipo de linha de sucessão. Com isso comecei a entender os murmurios e a revolta por parte de ministeriais que estão a mais tempo por ali.

De repente, tudo começa a ficar frio e uma voz mortal invade todo o ministério. Medo. Essa era a unica palavra que me definia naquele momento.Nunca estivera tão perto de uma ameaça iminente. Eu estava de cara a cara com a morte. Então, a criatura citou meu nome e o que eu pensava, eu fiquei perplexa.

Comecei a ouvir o que Death tinha a dizer e logo eu vi que ele falava algo sobre ajoelhar, olhei ao redor e vi que o auror chefe pedia para que abaixássemos também. Claro, ninguém ia ser burro para atacar, espero, sem que a morte atacasse antes, e qualquer ataque poderia dizer claramente morte.Portanto levo vagarosamente meus joelhos ao chão e faço uma reverência, que com certeza, não significava devoção, mas sim dependência, uma dependência vital pois qualquer coisa precipitada ali, mataria a todos nós

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I'm Lost.
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Mensagem por Hunter Oxlade-Chamberlain em Dom 30 Set - 3:20:10
O Novo Ministério
Sem dúvidas, o ministério nunca havia ficado tão interessante. Quando levantei-me de minha cama naquela manhã, não havia ponderado sobre a possibilidade do surgimento de um novo ministro da magia. No mínimo intrigante, não é mesmo? As justificativas de Berthrand faziam todo o sentido, a eloquência do bruxo era impressionante aos meus olhos críticos de Wizengamot. Porém, mesmo com todo aquele discurso, quem estaria falando a verdade? Minha devoção voltou-se completamente ao ministro no momento em que esse acusou Baltazar, o auror chefe insuportável. Entenda, caro leitor: nunca gostei desse bruxo. Sua arrogância sempre me incomodara, seu sobrenome também era algo que me despertava uma demasiada desconfiança. - Eu concordo com ele. - Sussurrei para Alyss ao ver o ministro acusando o auror de traição. Uma sensação de gratidão me dominara, sentimento causado por todos os anos aos quais me obrigaram a lidar com bruxos inocentes e capturados pelo tão famoso Baltazar. Nojo. Vibrei ao ver a varinha do auror ser confiscada. Não obstante, o acusado tinha o direito de defesa, ao qual fora realizado de maneira exímia. Minha devoção já não era mais voltada de forma direta ao ministro, os argumentos do auror foram contundentes. - O que você acha? - Indaguei Alyss. - "Não sei." - Retrucou a auror a qual também compartilhava de uma grande antipatia pelo seu chefe.

No entanto, todos os pensamentos foram interrompidos por uma mudança súbita de temperatura. Meu pensamento foi conduzido repentinamente à uma coisa: dementadores. Apanhei minha varinha e preparei minha lembrança mais feliz: o dia em que ganhara a taça de quadribol para a grifinória... Mas isso não vem ao caso. Voltemos ao dementador. Na verdade, não havia surgido a criatura a qual eu esperava, era pior: a morte em pessoa. Senti um frio na espinha ao visualizar a criatura cadavérica surgir no recinto. Todos se calaram, não havia possibilidade de enfrentamento à tamanha autoridade. - Como assim?! - Murmurei à Alyss, a auror parecia tão chocada quanto eu. Meu corpo foi anestesiado ao som da voz assustadora da criatura. A Morte iniciara um discurso expositivo sobre seu poder de legilimência e controle da vida dos presentes no recinto. Medo. Tal sentimento invadira o meu corpo por completo, os pelos eriçados denunciavam o a tensão presente em meu cérebro. - "Acalme-se, Stavinsk." - Murmurou Alyss. Pude sentir seus dedos entrelaçarem os meus numa tentativa inútil de me acalmar, porém, pude perceber o medo presente em seus olhos. Nunca havia visto tamanha preocupação no olhar da auror a qual havia derrotado inúmeros bruxos poderosos. Tal situação era assustadora, no mínimo.

A Morte é cruel. Pude literalmente visualizar tal fato naquele momento, o sarcasmo presente na voz da criatura enquanto praticava leitura de mentes dos bruxos presentes demonstrara a veracidade desse fato. - "Por favor, não fale comigo." - Pensei. Minha única vontade naquele momento era de me retirar do recinto o mais rápido possível, porém sabia que isso seria suicídio. - "Vamos lá, grifino." - Encorajei-me. Fitei a criatura horripilante e esperei ansiosamente essa acabar seu discurso expositivo. Porém, uma ameaça surgira: caso não ajoelhássemos, seríamos mortos. Bacana. Tudo bem, meu orgulho não é superior à minha vontade de viver. Suspirei. A única criatura a qual eu havia me curvado em toda a minha vida era a minha genitora, ninguém mais. O clima de tensão aumentou ainda mais, era visível a dúvida presente nos olhares de todos do recinto, alguém precisava ajoelhar primeiro. Por incrível que pareça, o responsável por tal ato fora Baltazar; o auror legitimara o poder e autoridade da criatura ajoelhando-se e implorando para que fizéssemos o mesmo. Sem hesitar, ajoelhei-me à medida que Alyss fazia o mesmo. Realizei tal gesto como uma forma de súplica, meu único desejo era sobreviver. Não era um traidor.


Hunter Oxlade-ChamberlainWizengamot
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